SP – Silveiras

Silveiras é uma pequena cidade situada no chamado “ Vale Histórico do Rio Paraíba”, no Estado de São Paulo, cuja temperatura oscila entre 14 e 29 graus centígrados. Sua origem remonta ao final do século XVIII com um rancho de Tropeiros ao redor do qual construíram algumas casas.

No centro deste pequeno povoado ergueu-se uma capela em honra de Nossa Senhora da Conceição (no mesmo local em que se construiu em 1909 a igreja Matriz atual). Estava sendo aberta uma estrada chamada “ Caminho Novo” ou “ Estrada Real” por onde seria transportado o ouro que vinha de Minas Gerais para ser fundido no Rio de Janeiro. A Família silveiras se instalou nestas terras e ergueu o Rancho do Tropeiro por volta de 1780. A cidade herdou seu nome desta família que primeiro a habitou.

Silveiras que chegou a possuir 25 mil habitante viu sua gente partir e começar sua decadência. Com a queda do café, a abertura da nova rodovia (via Dutra) que não passou por Silveiras, a estrada de ferro que também teve seu traçado de São Paulo ao Rio de Janeiro não abrangendo o município, ficando este a margem do progresso que atingiu as demais cidades próximas à rodovia e a ferrovia. Silveiras que era a quarta cidade mais populosa do Vale do Paraíba conheceu anos de ostracismo e decadência quando só o amor à terra natal conseguiu manter aqui os silveirenses. Os jovens foram embora estudar fora e se fixaram nos centros maiores. Famílias inteiras partiram para não mais voltar.

Em 1978 reuniram-se alguns silveirenses idealistas liderados e motivados por João Camilo (artesão) e Ocílio Ferraz (Historiador) além de outros de saudosa memória com o objetivo de despertar Silveiras do marasmo existente. Iniciaram um movimento chamado “Silveirarte” onde através de encontros, palestras, reuniões se propuseram a tomar medidas praticas, simples e funcionais para dar condições de trabalho e fixação do silveirense na terra natal.

Belo passeio, excelente companhia (faltou a companhia já habitual dos Bugnos) e uma boa opção da internet deixaram o feriado muito bom.

Fomos de carro e fizemos a viagem em 3h, tanto na ida quanto na volta. Bom tempo de viagem para 248kms. Abasteci em Resende voltando para não me estressar na chegada no Rio, e ainda fomos bater ponto no Rota.

Sobre a viagem, se tivesse ido de moto teria abastecido no Graal de Itatiaia (+/- 180 kms) e voltaria a abastecer em Resende (outros 160 kms) para voltar para o Rio (última perna de cerca 160 kms).

A viagem é 90% feita na Dutra, saindo no trevo de Cruzeiro e pegando a SP-068 no sentido de Silveiras. Desse trevo até a cidade temos uns 15 kms de asfalto quebrado, tendo de desviar de buracos o tempo todo, até o portal de entrada em Silveiras.

Do portal até o restaurante são mais uns 2 kms de asfalto e cerca de 50 metros de terra batida já dentro da fazenda onde está localizado o Restaurante do Ocílio.

O restaurante fica na sede de uma fazenda, comida típica mineira com hospitalidade idem… o próprio dono recebe os clientes na porta e os acomoda,sempre conversando com os clientes.

O serviço é self service, com preço fixo por pessoa que inclui todo o buffet e sobremesas que podem ser servidas quantas vezes o cliente quiser. Preço justo e ambiente acolhedor foram ótimas surpresas.

Na saída tomamos café em um atelier de artesanato muito interessante.

Na volta é só fazer o caminho inverso até a Dutra (cuidado para não errar em um trevo na SP-068 e seguir mantendo a direita e logo estamos na Dutra fazendo o caminho de casa. Abasteci no posto Rezendão para não me aborrecer na entrada no Rio e se estivesse de moto, estaria abastecendo por já ter percorrido mais de 180 kms, restando pouco mais de 150 kms até chegar em casa.

Em resumo, estrada segura, bom restaurante e viagem dentro do limite do cansaço fazem do Restaurante do Ocílio uma excelente opção para um encontro Rio/São Paulo.

by Wolf



Restaurantes


Trajeto


Situação das estradas
Ainda considerada uma das melhores estradas do país a Rod. Dutra é o principal acesso à Silveiras, logo ao passar Cachoeira Paulista acesse a Rod. dos Tropeiros no sentido de São José do Barreiro que está num estado razoável de conservação.

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