Peru – 1ª parte – Cuzco

Bem que eu gostaria de conhecer o Peru de moto, cruzando estas lindas paisagens e tantos locais cheios da cultura andina e inca, mas o tempo limitava esta viagem, já que precisávamos deixar nossos nanicos em casa além do tempo de férias disponível para realizá-lo, portanto precisávamos fazer uma escolha, mais tempo na estrada e menos tempo para conhecer o Peru ou explorar mais tudo o que o Peru poderia nos oferecer, neste caso optamos por aproveitar ao máximo nosso tempo de viagem conhecendo o máximo possível no tempo disponível.

Com isto me mente iniciamos nossas pesquisas e nos deparamos com a Machu Picchu Brasil que como dá para perceber é uma agência de viagens especializada em passeios em Machu Picchu, com relação a esta agência só temos elogios, tudo perfeito em todos os aspectos, passeios maravilhosos, guias espetaculares, receptivo perfeito e pontualidade britânica, mas não pense que este é um passeio para relaxar, prepara-se para altas caminhadas, levantar muito cedo, mesmo assim todas as experiências vivenciadas dia a dia foram extremamente gratificantes.

O primeiro dia é reservado para se aclimatar ao local, tomando muito chá de coca, mas depois vimos que chá de munha tinha um sabor mais agradável, próximo à menta, mas muito mais difícil de encontrar. Aproveitamos para nos aventurarmos pelas ruas de Cuzco e conhecer um pouco da culinária local, não fomos muito felizes na escolha, mesmo assim provamos o famoso cebiche peruano e as sopas leves que ajudam a se acostumar com a altitude, posteriormente partimos para restaurantes mais ao nosso gosto e provamos todas as “especialidades” locais.

Nossa viagem se inciou e encerrou em Cuzco onde antes de retornar ao Brasil via Lima, fizemos um city tour que estava no pacote, assim como um por nossa conta explorando mais museus, feirinhas e mercados locais.

Uma dica, não deixe de provar a chicha morada, uma bebida local, que o peruanos se orgulham em nos servir, pois é uma bebida sagrada e pedi-la é aceitar a cultura inca e honrar este povo que se orgulha de suas origens.

É normal ser abordado para fotos e mesmo quando você resolve fotografar alguém, sempre que possível peça licença para fazê-lo e depois ofereça uma pequena “propina” pela gentileza, é uma pequena retribuição à toda a hospitalidade desta gente que vive com extrema simplicidade.


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Aos que aventurarem de moto ou carro, o transito em Cuzco é absurdamente complicado, não há quase semáforos e a regra é jogar o carro em cima e passar, eles estão acostumados e não se vê discussão onde aqui em São Paulo seria objeto de troca de tapas, como deixamos todo translado por conta da Agência, neste caso a Michele, não nos preocupamos com isto, o resto do tempo andamos à pé para conhecer tudo e realmente imergir na cultura inca.


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O povo simples sempre traz um sorriso no rosto e não se engane pensando que as pessoas estão vestidas desta forma para os turistas, pois verá mais e mais que esta é a forma de viver orgulhosa dos campesinos que relutam em modificar suas raízes e heranças.


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A mescla do antigo e moderno, cada ponto da cidade vemos que eles sabem aproveitar muito bem o potencial turístico da região, coisa que não vemos em muitos locais do Brasil, que são mal explorados embora tenham locais maravilhosos.


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Já quase de coração apertado fizemos um tour pelos museus, tristes por deixar este lugar mágico, felizes por saber que breve estaríamos com os nossos nanicos e mais do que tudo maravilhados com esta cultura cheia de espiritualidade na sua forma mais pura.


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Fechando este passeio admiramos a grandiosidade de Sacsayhuaman a grande fortaleza Inca, centro administrativo do grande império e as fascinantes construções com pedras perfeitamente lapidadas e encaixadas, algumas com mais de 30 toneladas.


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