Peru – 2ª parte – Vale Sagrado

Logo cedo já estávamos prontos aguardando a saída para o Vale Sagrado de onde iríamos para a Cidade de Águas Calientes, ponto de partida para Machu Picchu na manhã seguinte.

Neste passeio tivemos o prazer de conhecer os cariocas Daniela e Alexandre com quem compartilhamos muitas risadas.

O Vale Sagrado envolve vários sítios históricos onde se tem contato com a cultura inca, algumas paradas se tem oportunidade de comprar o artesanato local principalmente confecções de lá de alpaca, mas cuidado pois há muito produto barato e falsificado, posteriormente aprendemos a distinguir o produto verdadeiro é muito simples, a sensação ao toque é que a lã é fria, não tem milagre, se for muito barato é mista ou ou falsa, conhecida como alpaca china.

Durante o trajeto passasse por Urubamba, onde se tem noção de como era estruturada a agricultura inca e como era integrada à natureza. É impressionante como eles tinham um elevado conhecimento genético, com profundo respeito à natureza e um sistema econômico complexo embora totalmente voltado à comunidade, onde ninguém tinha propriedades e os governantes se distinguiam pelo conhecimento e não pelo poder.

Aproveite para provar o choclo ( milho cozido ) com queijo andino, você vai encontrar no estacionamento, lá também preparam suco natural de tangerina.

Uma “iguaria” que se vê bastante é o cuí, uma espécie de porquinho da índia que é servido grelhado, é um alimento sagrado, pois são animais criados dentro de casa para serem consumidos em datas especiais. Como eu comentei, provar a comida local é aceitar a cultura deste povo e é visível a satisfação quando se comenta que comeu o cuí e a chicha morada, a bebida sagrada que era utilizada pelos incas na cerimônia de purificação, onde somente esta bebida era consumida durante uma semana.


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O final deste passeio se dá em Ollantaytambo, fomos “abençoados” por uma chuva rápida e por causa disto formaram-se dois belos arco-íris e nos foi explicado que este era considerado um evento sagrado, pois simboliza o contato do sol e da água, dois elementos primordiais para uma cultura agrícola, soubemos inclusive, que as crianças nascidas com lábios leporinos eram conhecidas como filhos do arco-íris, infelizmente para estas crianças, significava que seriam “sacrificadas” para o Deus Sol em algum momento da vida.


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De lá fomos levados para a estação de trem que nos levou para Águas Calientes para o pernoite, onde vimos se tratar de uma cidade voltada exclusivamente a atender aos turistas que se dirigem à Machu Picchu, muito pequena e cortada pela linha do trem não vi grandes atrativos, mas é difícil avaliar um local somente pelo pernoite.


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