Peru – 4ª parte – Rota do Sol

Conhecer um povo é explorar a sua cultura, vivenciar suas experiências, compartilhar seus sentimentos, dando prosseguimento ao nosso passeio fomos conhecer as famosas ilhas flutuantes de Uros e para isto foi necessário um dia de viagem até Puno, este trajeto é conhecido como Rota do Sol, nela estavam concentradas as grande colonias agrícolas do império inca e notadamente por sua importância reverenciavam o Grande Criador, Wiracocha.


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Além dos sítios arqueológicos, museus e igrejas, muitos dos quais solicitavam que não utilizassem máquinas fotográficas, passamos por locais inusitados e de rara beleza, como La Raya o ponto mais alto do trajeto de onde se tem uma visão dos picos nevados dos Andes peruanos, locais em que eram utilizados as cerimônias religiosas com sacrifício aos deuses.


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Aqui temos a oportunidade de ver como era um centro de distribuição agrícola inca, são vários cilos de armazenagem dispostos simetricamente onde eram colocadas as colheitas, conservadas sobre munha ( uma espécie de menta ), não havia comércio ou troca, a colheita era distribuída entre as colonias na medida do necessário, todos trabalhavam para suprir as necessidades da coletividade.

As residências não tinham utensílios e serviam exclusivamente para dormir, todas as outras atividades eram realizadas comunitariamente.


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A todo momentos nos deparamos com pequenas comunidades explorando o comércio de artesanato, embora muita coisa seja industrializada ainda é possível encontrar a arte que representa esta cultura, sugiro que solicitem a ajuda do guia para distinguir o verdadeiro artesão para não comprar gato por lebre.


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Nesta rota também começamos a ter contato com a cultura espanhola, onde as construções começaram a tomar lugar de áreas úteis para plantio e eram construídas conforme os padrões europeus da época, muitas das quais não resistiram aos abalos sísmicos também comuns na região. A diferença cultural é bastante visível, nas construções, na cor das vestimentas e tudo mais, mas o mais triste foi a destruição de uma estrutura com justiça social, sem necessidade de regras de distribuição de renda, pois era desnecessária e tudo isto são coisas que hoje todos nós almejamos.


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