SP – Serra da Macaca

Há passeios e passeios, há aqueles que o objetivo é entreter, gastronômico e aqueles que divertem ao piloto com grandes distâncias, muitas curvas, este foi o caso para este Sábado.

A previsão do tempo informando grande possibilidades de chuva, mesmo assim vi ao levantar que a pista estava começando a secar, portanto ideal para um passeio. Já faz um certo tempo que estava curioso para conhecer a Serra da Macaca com uma estrada parque recém inaugurada, como estava sozinho era um roteiro ideal, pois não judiaria do garupa por várias horas em serras e curvas sem outros atrativos a não ser a estrada.

Seguindo pela Rod. Castelo Branco com a primeira parada para abastecer no Graal e pouco depois uma segunda parada para o café da manhã no Roadshop pelo qual tenho preferência para o café, saindo de lá comecei a maratona que pretendia que tivesse muitas paradas para fotos.

DSC_0006As estradas até Pilar do Sul estão em boas condições, à exceção de um trecho curto em obras, mas que não chegou a atrapalhar, de lá até São Miguel Arcanjo a estrada intercala trechos bons e ruins, assim sendo nos trechos de boa visibilidade dá para seguir em velocidade bastante alta, no entanto, não havendo tome muito cuidado pois há várias “panelas” no asfalto que podem causar desde um susto a um belo tombo.

De São Miguel até o Parque Carlos Botelho a estrada está ruim, mas logo à entrada do Parque se inicia a Serra da Macaca com um calçamento excelente. Se estiver com tempo disponível conheça o parque, faça a trilha guiada e desta forma já terá o descanso necessário antes de enfrentar o resto deste roteiro.

Embora a estrada parque da serra da Macaca seja excelente, calçada com blocos de concreto que oferecem excelente aderência, não dá para fazer mais de 40 km/h, várias curvas acentuadas e “super” lombadas que mesmo em velocidade baixa chegam a levantar o piloto do banco, em velocidade mais alta com certeza irá projetar a moto para o alto. Outro ponto que merece atenção é a presença de folhas de palmeiras na pista que chegou a causar a fuga da traseira por duas vezes, sendo que uma delas foi durante uma curva me obrigando a bater o pé no chão para evitar a queda.

Por se tratar de uma estrada-parque eu esperava encontrar vários pontos para fotos, mirantes, etc, no entanto são inexistentes inclusive não há acostamento o que impossibilitou o safári fotográfico da região, mas como sabemos que em viagens deste tipo a maior parte das lembranças levamos no coração então valeu mesmo a viagem.

Alguns quilômetros depois de sair do Parque chega-se à Sete Barras que aproveitei para uma parada, mas pode ser que a cidade tenha algo para se ver, mas ali à beira da rodovia é bem feinha e só fiquei poucos minutos suficiente para programar o GPS para Juquiá, esta sim é uma estrada em excelente estado, muito bonita de se ver, um prólogo para o que seria a estrada de Juquiá-Tapiraí conhecida como uma das mais lindas no país.

Em Juquiá mais uma parada para hidratar com uma água de coco e comer alguma coisa, já conhecia Juquiá de outros passeios e fui surpreendido com a modificação da cidade, mais organizada, mais limpa e o posto de gasolina que antes tinha uma pequena loja de conveniência deu espaço a uma loja AM PM bem montada, novíssima o que proporcionou um bom relax com ar condicionado e empanadas integrais.



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