SP – Cunha

Um Sábado com muito sol, uma mescla de estradas boas, outras nem tão boas, muitas curvas, tinha tudo para dar certo em dia dia que seria marcado pelo batismo em estrada na moto de nosso amigo Chacon, que sofreu um remake de muito bom gosto e nosso objetivo foi assistirmos a abertura dos fornos noborigama em Cunha.

Cunha está a 250 kms de São Paulo e concentra vários ateliers de cerâmica e uma infinidade de opções de passeios em meio às belezas naturais da região, para explorar tudo o que oferece seria necessário pelo menos uma semana e ai sim teria condição de conhecer parques, a trilha do ouro que liga Cunha à Paraty, a pedra da Macela e as diversas cochoeiras da região, mas como tinhamos a intenção de fazermos um bate e volta nos limitamos à abertura dos fornos que são um evento que ocorre poucas vezes ao ano.

A queima Noborigama foi criada na China há mais de 1000 anos. São fornos edificados em aclive (rampa) aproveitando a própria inclinação do terreno. São compostos por uma Fornalha com duas bocas e várias Câmaras,cada uma num determinado nível,
todas interligadas entre si na base. Após a última há uma chaminé.

A alimentação do fogo é feita com lenha e inicia-se pela boca inferior da Fornalha, com a superior fechada, usando-se toras grandes de madeira, por cerca de 24 horas. Numa segunda etapa,alimenta-se diretamente cada Câmara com pedaços menores de lenha, através de aberturas próprias para tal finalidade, por 8 horas aproximadamente.

O processo de cozedura tem certa similaridade com o da cerâmica usada em ateliês. Faz-se primeiramente a queima de biscoito até 800/900 graus centígrados, por cerca de 8 horas. Posteriormente,esmaltam-se as peças e inicia-se uma segunda queima que dura aproximadamente 35 horas, atingindo cerca de 1350 graus centígrados. O esfriamento total do forno se dá após 4 ou 5 dias.

No Brasil não existem muitos fornos Noborigama. Em Cunha-SP, há cerca de cinco ateliês queimando regularmente em forno deste tipo.

Pela dimensão e o trabalho decorrente, as queimas em forno Noborigama não acontecem com muita frequência. Entre uma e outra passam-se meses. O dia da abertura do forno é sempre uma comemoração bem festiva, com a presença de convidados e amigos, rolando comes e bebes.Isto é tradicional. Nesta ocasião avalia-se o resultado da fornada e comemoram-se os bons resultados obtidos. É o momento em que se começa a pensar como corrigir o que deu causa às peças defeituosas e a imaginar como fazer coisas novas.

Vale lembrar uma frase do ceramista Gilberto Jardineiro, especialista em queima Noborigama: “o grande lance do forno a lenha é que você cria alguma coisa e o resto o fogo faz”. Em cada fornada há sempre surpresas, algumas boas e outras más.


Cunha

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Paradas para descanso
Tradicionalmente os passeios com trajeto pela Airton Senna/Carvalho Pinto a saída se deu do primeiro posto BR da Airton Senna, já conhecido de todos, sempre cheio e atendimento confuso, lembre de computar um tempinho no seu roteiro caso pretendam tomar uma café por lá.

Normalmente a opção de parada seria o posto Frango Assado no km 94 da Carvalho Pinto, no entanto a intenção seria fazer uma única parada entre nosso destino e São Paulo, portanto optamos em pular esta parada e fizemos o abastecimento no primeiro posto da via Dutra já em Taubaté, gasolina boa, mas o posto caidinho, só mesmo por que tinha necessidade de abastecimento.

Devido ao calor intenso tivemos a necessidade de aliviar um pouco as roupas e acabamos parando na cidadezinha de Lagoinha, fora aquele jeitinho de cidade de interior não mostrou nenhum atrativo em especial.


Trajeto


Situação das estradas
Obviamente a Airton Senna, Carvalho Pinto e Dutra com situação excelente, embora a ultima mereça maior atenção devido ao trafego de caminhões.

Em Taubaté de onde atingimos a Rod. Oswaldo Cruz que está com bom estado de conservação, pouco antes de São Luiz de Paraitinga entramos da SP-153, muitas curvas e asfalto muito ruim, melhorando consideravelmente após Lagoinha e depois de muitas curvas termina na SP-171, sem sinalização indicativa entre à direita para chegar em Cunha, onde novamente enfrentará um calçamento muito ruim.

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